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Friday, February 4, 2011

Les croisades

Partis répandre la foi de Mahomet, les Arabes s'emparent de Jérusalem en 638. Réduits à la condition de dhimmi, les chrétiens du Moyen-Orient sont autorisés à pratiquer leur religion, mais astreints au port de signes distinctifs et au paiement d'un impôt spécial. Construire de nouvelles églises leur est interdit, ce qui, à terme, les condamne. Les pèlerinages européens peuvent continuer (pour les chrétiens du Moyen Age, le pèlerinage est une dévotion essentielle), mais à condition de payer un tribut. En 800, les califes abbassides, qui ont Bagdad pour capitale, reconnaissent à Charlemagne la tutelle morale sur les Lieux saints. Toutefois, au début du XIe siècle, la situation s'aggrave. Pour conserver leur poste, les chrétiens employés par le califat doivent se convertir à l'islam. En 1009, le calife El-Hakim persécute les non-musulmans. En 1078, les Turcs seldjoukides prennent Jérusalem. Dès lors, les pèlerinages deviennent si dangereux qu'ils finissent par s'interrompre.

Au VIIe siècle, les musulmans ont conquis la Palestine et la Syrie ; au VIIIe siècle, ils ont envahi l'Afrique du Nord en y détruisant une chrétienté dont saint Augustin avait jadis été la gloire, puis ils ont occupé l'Espagne et le Portugal ; au IXe siècle, ils ont conquis la Sicile. En ce XIe siècle, Constantinople fait face au péril turc. En 1054, un schisme a séparé l'Eglise d'Orient de l'Eglise de Rome, mais les différends théologiques n'empêchent pas les deux pôles du monde chrétien de se parler. Contre la pression turque, en 1073, l'empereur byzantin Michel VII appelle au secours le pape Grégoire VII, demande renouvelée par Alexis Ier Comnène à l'adresse d'Urbain II en 1095. En Espagne, la Reconquête chrétienne a commencé dès 1030. Tolède a été repris aux Maures en 1085 mais, l'année suivante, les Almoravides, venus du Maroc, ont lancé une nouvelle offensive. A l'incitation du pape, des chevaliers français se sont engagés dans les armées d'Aragon, de Castille et du Portugal. En Sicile, les Normands ont débarqué en 1040, ont chassé les Arabes au terme d'une guerre de trente ans.

Godefroy-de-Bouillon C'est dans cette perspective à la fois géopolitique et culturelle qu'il faut replacer l'appel lancé par le pape, à Clermont, en 1095. La croisade, répétons-le, forme une réplique à l'expansion de l'islam, une riposte à l'implantation des Arabes et des Turcs en des régions qui ont été le berceau du christianisme au temps de saint Paul, implantation musulmane qui ne n'est d'ailleurs pas opérée par la douceur mais par de très classiques moyens militaires, c'est-à-dire par la force. Délivrer les Lieux saints, permettre aux chrétiens de se rendre sur les lieux où le Christ a vécu et où ses fidèles sont désormais persécutés, c'est le but de la croisade.

Les croisades devraient être comprises comme le moyen le plus sûr de vaincre la religion du "faux prophète" et de cesser son expansion. Et ce jusqu'au XVIIIème siècle. Châteaubriand affirmait dans ses Mémoires d'outre-tombe : "... Les croisades ne furent des folies, comme on affectait de les appeler, ni dans leur principe, ni dans leur résultat. (...) Les croisades, en affaiblissant les hordes mahométanes au centre même de l'Asie, nous ont empêchés de devenir la proie des Turcs et des Arabes..."

Source: http://www.christ-roi.net/index.php/Les_croisades

Friday, December 7, 2007

São Francisco ao sultão Malek Kamel: Vós blasfemais o nome de Cristo

Que São Francisco é esse apresentado na TV pela Lux Vide do catolicíssimo Ettore Bernabei? Quando o relato tocou na tecla das Cruzadas, aquilo que sabemos dos relatos da época foi revirado ao contrário como se fosse uma fritada.
Frente ao sultão Malek Kamel, São Francisco não pediu, de modo algum, perdão pela ofensiva do exército cristão. Do testemunho de Frei Illuminato, que o acompanhou nessa missão, sabemos que o santo disse:

“Os cristãos agem conforme a justiça quando invadem as vossas terras e vos combatem, porque vós blasfemais o nome de Cristo e vos esforçais para afastar de sua religião quanto mais homens puderdes afastar. Se, pelo contrário, vós quisésseis reconhecer, confessar e adorar o Criador e Redentor do mundo, eles vos amariam como a si mesmos”.

Além disso, quanto ao diálogo inter religioso, sabemos por São Boaventura, que São Francisco falando com o Sultão foi logo ao ponto mais delicado, sabendo que corria o risco do martírio:

“Pregou ao Sultão o Deus uno e trino e o Salvador de todos, Jesus Cristo”

E quando viu que ninguém lhe dava razão?

“Vendo que não fazia progressos na conversão daquela gente e que não podia realizar o seu projeto, prevenido por uma revelação divina, ele retornou aos países cristãos”

Contra as modernas “mutilações” de São Francisco é útil relembrar o que disse Bento XVI em Assis, no último 17 de Junho: “São Francisco é um verdadeiro mestre para os cristãos de hoje”

Fonte: São Francisco pacifista, enésima mentira da TV

Saturday, September 22, 2007

A expansão Árabe antes das Cruzadas (622-1089)

Peregrinos diante da Igreja do Santo Sepulcro de Jerusalém, guardada por Sarracenos.

622. Maomé (570-632) é obrigado a sair de Meca, retirando-se para Medina (cidade do Profeta). Começo da Hégira (exílio), punto de partida do calendário muçulmano (16 de Julho de 622).
630, 1 de Janeiro. Maomé regressa a Meca, após ter derrotado as forças de Meca e os seus aliados. A nova doutrina triunfa na Arábia.
632. Morte de Maomé em Medina. Abu Bakr é escolhido por aclamação como primeiro califa. Os falsos profetas são derrotados, e as tribos rebeldes derrotadas.
634 – 644. O califa Omar, o primeiro a usar o título de Amir al-Mu'minin (príncipe dos Fiéis), transforma o Estado nacional árabe num império teocrático internacional e estabelece uma administração militar. O chefe das tropas de ocupação transforma-se em governador civil, chefe religioso e juiz temporal.
634. Teodoro, irmão do imperador bizantino Heráclio, é derrotado em Ajnadayn, entre Gaza e Jerusalém, pelo exército árabe.
636. Derrota do exército bizantino em Yarmuk, ao sul do Lago Tiberíades.
638. O califa Omar apodera-se de Jerusalém. Conquista da Palestina e da Síria.
639-641. Conquista da Mesopotâmia, actual Iraque, pelos exércitos árabes.
642. Conquista do Egipto, negociada pelo patriarca de Alexandria. As condições acordadas garantiam a segurança de pessoas e bens, e a liberdade de culto para os cristãos. Fundação do Cairo (al-Fustât)
649. Conquista de Chipre.
655. Conquista de Cabul.
687. Começo da construção da mesquita de Omar em Jerusalém.
711. Invasão da Península Ibérica. Derrota de Rodrigo, último rei Visigodo de Espanha.
- Conquista da região do Indo (actual Paquistão e Afeganistão).
716 - 717. Cerco de Constantinopla
732. Batalha de Poitiers. Fim da expansão árabe na Europa.
747. Sublevação abássida no Kkorassan.
750. Derrota do último califa Omíada de Damasco na batalha do Grande Zab, na Pérsia revoltada pelos Chiitas.
750 – 1258. Dinastia Abássida (de Abbas, tio de Maomé), sedeada em Bagdade, cidade inteiramente nova construída nas margens do rio Tigre. Fundada por Abu al-Abbas.
755 – 1031. Emirado, e mais tarde Califado (929), Omíada de Córdova, na Península Ibérica. Fundado por Abd al-Rahman, fugido do massacre dos omíadas em Damasco.
c.800. Mercadores muçulmanos em Cantão. Fábrica de papel fundada em Bagdade.
809. Morte do califa Haroun al-Rachid, conhecido pelas Mil e Uma Noites. Apogeu do império árabe.
825. Ocupação da ilha de Creta pelos muçulmanos.
827. O Mu'tazilismo, escola do Islão clássico fortemente influenciada pelo racionalismo, é proclama doutrina oficial.
830. Primeiras peregrinações a Santiago de Compostela. Depois de se ter encontrado o túmulo em 813.
831. Conquista de Palermo, na Sicília, pelos Árabes
842. Conquista de Messina, na Sicília, e de Tarento, na Península Itálica, pelos Árabes
842 – 902. Conquista da Sicília pelos Árabes.
846. Incursão muçulmana em Roma.
857. Morre Muhâsibi, um dos primeiros mísiticos (Çufis).
864. Surge a doutrina do «encerramento das portas do raciocínio individual» em matéria de interpretação da Lei.
868-883. Revolta dos escravos negros (Zandj) no Baixo-Iraque.
869. Conquista árabe da ilha de Malta.
874. Nascimento do teólogo al-Ash'ari: conciliação do racionalismo mu'tazilita com o tradicionalismo sunnita.
875. Massacre dos comerciantes muçulmanos na China.
940 – 1258. O califado dos Abássidas deixa de ter qualquer importância política. Devido ás revoltas chiitas, e à incapacidade do califa, aparecem várias dinastias locais cujos príncipes tomam o título de califa.
960. Conversão ao Islão dos Turcos Qarakhânidas.
961. Reconquista de Creta pelos bizantinos.
962. Fundação da dinastia Ghaznévida, no Afeganistão, primeira dinastia turca no mundo muçulmano. Existirá até 1186.
- Os Bizantinos retomam Alepo.
969. Os Fatimidas, dinastia aparecida no Norte de África por volta de 910, apoderam-se do Egipto.
- Fundação do novo Cairo (al-Aâhira).
- Os Bizantinos voltam a ocupar Antioquia.
993. Nascimento de Ibn Hazm, poeta e teólogo andaluz: apologia da interpretação literal do Corão e da tradição.
996. Massacre de mercadores de Amalfi, porto no sul de Itália, no Cairo.
997. Incursão muçulmana contra S. Tiago de Compostela.
1009. O califa fatimida do Cairo, al-Hakim, manda destruir as igrejas de Jerusalém.
1017. Começo da pregação druza.
1019. Proclamação, pelo califado de Bagdade, de um credo de inspiração hanbalita, uma das quatro escolas do Islão sunnita, que se caracteriza pela sua atenção ao respeito da tradição corânica e profética. Uma 2.ª proclamação dá-se em 1042 e uma 3.ª em 1053.
1031. Fim do Califado de Córdova. As possesões muçulmanas da Península Ibérica são repartidas em principados (tawa'if), conhecidos por Taifas.
1035. Peregrinação a Jerusalém de Roberto, o Diabo (ou o Magnífico), duque da Normandia.
1036. Muçulmanos e Bizantinos concordam em reconstruir as igrejas cristãs de Jerusalém.
1040. Vitória dos Turcos Seljúcidas sobre os Ghaznévidas em Dandanaqan.
1043. Miguel Cerulário torna-se patriarca de Jerusalém.
1054, 25 de Julho. Cisma entre Roma e Constantinopla. Miguel Cerulário, excomungado pelo papa Leão IX, excomunga todos os latinos.
1055. Os Turcos seljúcidas conquistam Bagdade.
1062. O papa Alexandre II concede o perdão dos pecados a quem combater os muçulmanos.
1063. Cruzada de cavaleiros borgonheses à Península Ibérica. O exército cruzado conquista a cidade de Barbastro, em 1064, após 4 meses de cerco.
1064. O arcebispo Gunther de Maiença e os bispos Guilherme de Utrecht e Otto de Ratisbona organizam uma peregrinação de 7.000 pessoas a Jerusalém.
1071, 19 de Agosto. os Bizantinos são derrotados pelos Turcos Seljucidas em Manzikert.
cerca de 1080. Mercadores de Amalfi fundam, perto do Santo Sepulcro, o hospital de São João de Jerusalém, para recolher os peregrinos pobres.
- Fundação da seita muçulmana dos Assassinos.
1081. Aleixo Comneno, imperador do Oriente.
1082. Devido à ajuda prestada contra os Normandos, Veneza obtêm o direito de comerciar em todo o Império Bizantino, sem pagar direitos alfandegários
1084. Antioquia cai nas mãos dos Turcos.
1085. Os Normandos dominam a Sicília.
- Conquista de Toledo por Afonso VI de Castela.
1086. Afonso VI de Castela é vencido na batalha de Sagrajar pelos berberes almorávidas, chamados à Península Ibérica pelos reis muçulmanos das Taifas, devido à conquista de Toledo.
1086 – 1090. Peregrinação à Terra Santa do conde de Flandres, Roberto de Frison.
1087. Cruzada francesa a Espanha, organizada por Urbano II, e dirigida por Raimundo de Saint-Gilles, conde de Toulouse e Eudes I, duque da Borgonha.
1090. Conquista de Malta pelos Normandos.
- Os «Assassinos» apoderam-se do castelo de Alamute, na Pérsia.
1092. Os «Assassinos» matam o vizir Nizam al-Mulk..
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